ADALBERTO SILVA SILVA

por Ivo Alexandre

18 NOV 2016 • 21h30

Cine-Teatro Garrett • Sala Principal
Teatro • ≈ 60 min • M/12 • 8,00 €
Espectáculo em Português

Sinopse

“Adalberto Silva Silva” – Um espetáculo de realidade é o telejornal da alma de um anti-herói português. Adalberto é um solitário e um tímido, o comum dos mortais que se apaixona perdidamente por uma desconhecida no supermercado e conta a sua história de teleponto e auricular, entre anúncios publicitários e interrupções para “compromissos espirituais”. Neste noticiário, não há solenes diretos nem reportagens sobre o nascimento de pandas em zoológicos do Oriente, mas também se apresentam “momentos belíssimos”, “acontecimentos marcantes” e “casos de crise e oportunidade”. Dramaturgo cuja escrita é marcada pelo gosto de baralhar-e-voltar-a-dar géneros, convenções e linguagens (“Exactamente Antunes”, que o TNSJ produziu recentemente, era um verdadeiro festim), Jacinto Lucas Pires brinca agora com o formato televisivo e os seus tiques e truques. Espetáculo criado em condições austeritárias – resultado apenas do encontro de um autor e um ator, agentes de si próprios, sem encenador, sonoplasta, figurinista, produtor ou companhia –, “Adalberto Silva Silva” é interpretado por Ivo Alexandre, pivô desta comédia de bolso sobre o desejo, o sonho e os chamados problemas práticos. É a sério, sim, e é para rir, pois. Para rir a sério?

Ficha Técnica e Artística

Criação Jacinto Lucas Pires e Ivo Alexandre
Texto Jacinto Lucas Pires
Interpretação Ivo Alexandre
Estreia 23 de Fevereiro de 2012 no Teatro Académico de Gil Vicente (Coimbra)
© Foto Ninguém Teatro

Biografia

Ivo Alexandre fez o curso de Interpretação do Balleteatro Escola Profissional. Como actor, trabalhou com os encenadores Jorge Silva Melo, Ricardo Pais, Giorgio Barberio Corsetti, Luís Miguel Cintra, Nuno Carinhas, Anabela Faustino, Paulo Castro, Carlos Pimenta, Anatoly Praudin, Joaquim Benite, Nuno Cardoso, Marcos Barbosa, Rogério de Carvalho, entre outros. Colaborou com diversas entidades e companhias como por exemplo o TNSJ, TNDMII, T.Cornucópia, C.T.Almada, TEP, O Bando, Artistas Unidos, Assédio, Ensemble, Lilástico ou QatreL. Na encenação, destacam-se os trabalhos “Mouchette/Colette” de Arne Sierens, “Email” de Jacinto Lucas Pires, com produção Ninguém ou “O Jogo da Salamandra” de Jaime Rocha, com co-produção Filigrana Teatro / Casa das Artes de Famalicão. No cinema trabalhou com Hugo Vieira da Silva, António-Pedro Vasconcelos, Manuel Pradal, Tiago Guedes e Frederico Serra, Jacinto Lucas Pires, Paulo Castro, entre outros. Participou em várias séries televisivas tais como “Equador”, “Liberdade 21”, “Lua Vermelha”, “Os Nossos Dias” ou “Coração D’Ouro”.