Vida e Obra de Um Homem Mais ou Menos Apresentável

Daniel Silva

27 NOV 2021 • 22h00

Cine-Teatro Garrett • Sala de Ensaios
Portugal
0.83 / Solitário / Morte
≈ 75 min • M/12 • 7,00€
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Sinopse

Não se lhe conhece o nome, não se lhe conhece a idade. Um anónimo entre muitos, estes segundos apenas vislumbrados pela voz do primeiro, numa loja também ela anónima, um trabalho como qualquer outro, um emprego, antes, um conjunto de tarefas repetitivas, esmagadoras, cumpridas sob o chicote de uma eterna avaliação selvática. “Empregado do mês” como justificação/meta/orgulho que dará à dança dos dias significado e alento, título que escapa por entre os dedos do nosso protagonista por uns míseros zero ponto oitenta e três.
Por cento.
Apoiado em leituras mais ou menos difusas de carecas filósofos que não se compreenderam bem e assombrado pelos ecos proféticos de uma avó há muito enterrada, este herói sem dúvida trágico, inadvertidamente cómico e, acima de tudo, de dúbia moralidade, vai, entre lampejos de lúcido auto-reconhecimento e abandono delirante, trabalhando na sua sofrida aceitação. E, quando a voz de deus o visita e lhe dá rédea solta para que um eternamente adiado ajuste de contas com a vida se possa finalmente operar, outra alternativa não lhe sobra que não mergulhar em si mesmo e coroar-se, cansado, senhor do seu próprio destino.

Ficha Técnica e Artística

Texto, encenação e concepção plástica Pedro Galiza
Interpretação e concepção sonora Daniel Silva
Produção executiva Inês Simões Pereira
Produção Grua Crua

Biografia

Daniel Silva nasce em 1994, em Vizela.
Em 2014, estreia-se profissionalmente em “O filho de mil homens”, de Ana Luena, no Teatro Carlos Alberto. Licencia-se na ESMAE/IPP. Em 2016, faz parte do elenco “Rei Lear” do Ensemble – Sociedade de Actores, co-produzido com TNSJ.
Em 2017, co-funda a companhia de teatro Momento – Artistas Independentes, estreando-se com o espectáculo “O Grande Deus Pã”, de Arthur Machen na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.
Faz parte do elenco na curta-metragem “Snooze” de Dinis Leal Machado.
Em 2018, encena o seu primeiro espectáculo, “Charlotte”, interpreta e executa a composição sonora no espectáculo a solo “Vida e Obra de um Homem Mais ou Menos Apresentável”, e participa na curta-metragem “Boca do Inferno” de Luís Porto.
Em 2019, integra o elenco de “Escrever, Falar”, com texto de Jacinto Lucas Pires; participa na curta-metragem “Alvorada” de Carolina Neves; concebe a sonoplastia no espectáculo “Despertar” da Momento – Artistas Independentes e é também intérprete no espectáculo “Yo Ecribó, vos Dibujas” de Federico Léon no Mosteiro São Bento da Vitória no âmbito do FITEI 2019.
Participa na longa-metragem “1618”, realização de Luís Ismael, produção da Lightbox Film & Advertising.
Em 2020 exerce trabalho de actor, co-cria e faz interpretação musical no espectáculo “M.A.D”, co-produção Grua Crua e a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Participa, ainda, como actor e intérprete musical no espectáculo “Democracy Has Been Detected”, co- produção Momento – Artistas Independentes e a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Actualmente, a par do seu trabalho como actor, continua a desenvolver trabalho aliado à música e à criação e interpretação musical.